terça-feira, 10 de julho de 2007

História das favelas - por ADRIANA BITTENCOURT do JB Online

"Favelas - ''Conjunto de habitações populares, toscamente construídas e desporvidas de recursos higiênicos'', Dicionário Aurélio.

A propagação das favelas no Rio de Janeiro começou bem antes do que se imagina. Os registros contam que a primeira, no extinto morro de Santo Atônio, surgiu em meados de 1897 com cerca de 41 barracos. Como ela foi extinta na década de 50, não há muitos documentos sobre sua formação, apenas relatos de que ela seria habitada por soldados da Guerra de Canudos, oriundos do sertão nordestino, que acampavam na capital durante os combates ou como protesto por terem sido expulsos do exército.

No mesmo ano, nascia também a favela da Providência, sobre o morro do mesmo nome, situado entre o centro e o porto do Rio. Atualmente, a favela ainda existe no mesmo local e já comemorou os seus 100 anos de existência. A partir daí, vale analisar mais profundamente toda a história do estado do Rio, seu desenvolvimento industrial, o êxodo rural, a abolição da escravidão, a formação de mercados e a substituição do modelo econômico com o desenvolvimento dos setores secundário e terciário da economia.

Como o Rio tornou-se um dos centros econômicos do país, a migração foi ficando cada vez mais intensa, assim como a dificuldade de receber essas pessoas. As primeiras manifestações da crise da moradia ocorreram na segunda metade do século XIX e nas três primeiras décadas do século XX. Nessa época, o número de habitantes subiu de 235 mil em 1870 para 522 mil 1890. Além dos imigrantes, que vinham em busca de emprego e dinheiro, um grande contingente de pobres buscava meios de sobrevivência na área central, onde tudo acontecia.

Como ainda não havia uma estrutura organizada e uma divisão de espaços especializados em local de trabalho e moradai, como nos dias de hoje, as pessoas se aglomeravam no centro da cidade, onde a locomoção era mais fácil e a proximidade com possíveis locais de trabalho era maior. Como opção barata de moradia surgiram os cortiços, espaços pequenos e precários, na maioria das vezes alugados, superlotados e que ocupavam os quintais dos antigos térreos e sobrados.

As péssimas condições deste ambiente, associadas à crise das condições sanitárias da cidade foram os motivos para que essas habitações coletivas fossem condenadas a desaparecer, inclusive com uma dura repressão por parte do Poder Público. Foram concedidas várias facilidades a engenheiros e arquiquetos que se propuseram a construir moradias mais higiênicas e particulares. O alto custo dessas instalações, entretanto, fizeram com que os moradores resistissem até a Reforma Urbana de 1902, do prefeito Pereira Passos, que realmente deu fim aos cortiços no intuíto de embelezar a cidade.

Nessa época, houve uma espécie de definição dos espaços com divisão de locais de moradia e trabalho, e até de bairro de ricos e pobres. O centro solidificou-se como bairro comercial e teve início a construção de grandes prédios assim como a supervalorização dos terrenos e custos. Com isso, a classe mais pobre se viu sem alternativas de moradias baratas, inclusive porque foram criadas regras de contrução que oneravam os custos mesmo nas áreas residenciais. Assim, os pobres viram como única alternativa a construção de barracos nas áreas vazias da cidada, que eram os morros dos centros (como o Santo Antônio e Providência) e os da perferia. Assim, iniciava-se a expansão das favelas, principalmente nas áreas centrais, próximo aos locais de trabalho.

Em 1907 a zona sul, principalmente os morros de Copacabana, já estavam tomados por barracos. Assim como os morros do Salgueiro e Mangueira, por volta de 1910. Após 1930, entretanto, a procura por esses locais de moradia aumentou bastante. Segundo a Estatística Predial de 1933, os casebres das favelas, nesse ano, representavam 20,58% (46.192) do total de prédios da cidade.

Dez anos depois, na década de 40, as favelas começaram a se proliferar nas zonas industriais e começaram a ser reconhecidas pelo governo. Em 1947, foi realizado o primeiro Censo oficial nas favelas. O censo de 2000, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revela que a cidade ganhou 119 favelas a partir de 1991.0 IBGE listou 513 comunidades faveladas em 2000 na capital - um crescimento de 30,2% em relação ao censo anterior, feito em 1991, e de 12,3% levando-se em consideração a recontagem de 1996.

Mas o ritmo de crescimento dessas comunidades é bem maior do que o registrado pelo IBGE, que deixa de contar favelas com menos de 51 casas, além de conjuntos habitacionais e loteamentos irregulares favelizados.

Na época da ditadura militar, em 1964, cerca de 80 favelas foram destruídas por causa da grande repressão do governo e em seus lugares, principalmente nas áreas nobres, foram construídos prédios e parques. Os moradores dos barracos nas favelas foram removidos para conjuntos habitacionais, muitas vezes mais caros e distantes dos locais de trabalho. Por causa desses impecílios, muita gente retornou para as favelas que não haviam sido destruídas pelo governo ou criaram outras.

Depois desse período crítico, e com o fim da ditadura, as políticas sociais foram se flexibilizando e os moradores de favelas deixaram de ser considerados marginais e passaram a ser tratados como trabalhadores vítimas de uma cidade sem planejamento. Com isso, as casas passaram a ser de concreto, ao invés de madeira, e os serviços de saneamento e luz foram sendo instalados. Junto à legalização, também surgiram os problemas. As construções em áreas de risco, muitas vezes sujeitas a desabamento, começaram a se tornar mais frequentes, assim como a aparição de barracos nas áreas mais baixas, perto de viadutos e avenidas.

Em 1994 o governo criou o 'Favela Bairro', um programa cujo objetivo era melhorar a vida dos moradores das favelas, entre outros programas. Com isso, as favelas se tornaram mais vistas e começaram a ter importância no projeto urbanístico da cidade. Atualmente, o número de favelas cresceu bastante, apesar de os números ainda serem bastante contraditórios, e já fazem parte da paisagem da maioria dos bairros cariocas. "

A Ressonância Schumann - por Leonardo Boff

“Não apenas as pessoas mais idosas , mas também jovens fazem a experiência de que tudo está se acelerando excessivamente. Ontem foi Carnaval, dentro de pouco será Páscoa, mais um pouco, Natal. Esse sentimento é ilusório ou tem base real? Pela ressonância Schumann se procura dar uma explicação. O físico alemão, W.O.Schumann constatou em 1952 que a Terra é cercada por um campo eletromagnético poderoso que se forma entre o solo e a parte inferior da ionosfera, cerca de 100km acima de nós. Esse campo possui uma ressonância (dai chamar-se ressonância Schumann), mais ou menos constante, da ordem de 7,83 pulsações por segundo. Funciona como uma espécie de marca-passo, responsável pelo equilíbrio da biosfera, condição comum de todas as formas de vida.

Verificou-se também que todos os vertebrados e o nosso cérebro são dotados da mesma frequência de 7,83 hertz.

Empiricamente, fez-se a constatação de que não podemos ser saudáveis fora dessa freqüência biológica natural.

Sempre que os astronautas, em razão das viagens espaciais, ficavam fora da ressonância Schumann, adoeciam. Mas submetidos à ação de um simulador Schumann recuperavam o equilíbrio e a saúde.

Por milhares de anos as batidas do coração da Terra tinham essa freqüência de pulsações e a vida se desenrolava em relativo equilíbrio ecológico. Ocorre que a partir de anos 1980, e de forma mais acentuada a partir de 1990, a freqüência passou de 7,83 para 11 e para 13 hertz por segundo.

O coração da Terra disparou!. Coincidentemente, desequilíbrios ecológicos se fizeram sentir: perturbações climáticas, maior atividade dos vulcões, crescimento de tensões e conflitos no mundo e aumento geral de comportamentos desviantes nas pessoas, entre outros.

Devido à aceleração geral, a jornada de 24 horas, na verdade, é somente de 16 horas. Portanto, a percepção de que tudo está passando rápido demais não é ilusória, mas teria base real nesse transtorno da ressonância Schumann.

Gaia, esse superorganismo vivo que é a Mãe Terra, deverá estar buscando formas de retornar a seu equilíbrio natural. E vai consegui-lo, mas não sabemos a que preço, a ser pago pela biosfera e pelos seres humanos. Aqui abre-se o espaço para grupos esotéricos e outros futuristas projetarem cenários, ora dramáticos, com catástrofes terríveis, ora esperançosos, como a irrupção da quarta dimensão pela qual, todos seremos mais intuitivos, mais espirituais e mais sintonizados com o biorritmo da Terra.

Não pretendo reforçar esse tipo de leitura. Apenas enfatizo a tese recorrente entre grandes estudiosos do cosmos e biólogos, de que a Terra é efetivamente, um superorganismo vivo, de que Terra e humanidade formamos uma única entidade, como os astronautas testemunham de suas naves espaciais.

Nós seres humanos, somos como a Terra que sente, pensa, ama e venera. Por que somos isso? Porque possuímos a mesma natureza bioelétrica e estamos envoltos pelas mesmas ondas ressonantes Schumann.

Se quisermos que a Terra reencontre seu equilíbrio, devemos começar por nós mesmos: fazer tudo sem estresse, com mais serenidade, com mais amor, que é uma energia essencialmente harmonizadora. Para isso importa termos coragem de ser anticultura dominante, que nos obriga a ser cada vez mais competitivos e efetivos. Precisamos respirar juntos com a Terra, para conspirar com ela pela paz.”

sexta-feira, 6 de julho de 2007

Construindo um PLANO DE ESTUDO eficiente: o primeiro passo para a conquista da tão sonhada vaga!

Na hora da preparação, é preciso, antes de mais nada, fazer um plano de estudo para que possa organizar os conteúdos a serem estudados em função do tempo que você tem disponível para investir neles. Existem diversas maneiras de montar um plano, eu vou descrever nas linhas abaixo uma delas que eu acabei elaborando tendo como referências alguns conteúdos e fontes que tive contato na Faculdade de Educação da UFRJ quando fui licenciando e monitor de Didática da História. Então, que fique claro, que não estou postando nada original nem muito menos de minha exclusiva autoria. Desse modo, o plano de estudo é algo não terminado e em constante mudança e adaptação feitas por aqueles que resolvem realizar a construção de um. Por isso, afirmo que não é para seguir cegamente as instruções, sendo fundamental e inevitável que você transforme em algo pessoal.

Em primeiro lugar, um calendário. Separe os dias que você tem disonivel até as vésperas da prova. Esse é o tempo que terá. Por exemplo: vou montar um plano de estudo hoje, no dia 6 de julho de 2007 (Sexta-feira) cuja prova se realizará no dia 17 do mesmo mês. Faltam, portanto, 11 (onze) dias para o dia do exame. Tenho aula durante a semana e só posso estudar, de segunda a sexta das 15h às 18h. São 3 horas de segunda a sexta. Já no sábado e domingo tem comprimissos familiares e só posso estudar de 18h às22h. São 4 horas. Assim, tenho disponíveis os seguintes dias e horas disponíveis:
7.julho.07 (sábado) - 4h / 8.julho.07 (domingo) - 4h / 9.julho.07 (segunda) - 3h / 10.julho.07 (terça) - 3h / 11..julho.07 (quarta) - 3h / 12.julho.07 (quinta) - 3h / 13.julho.07 (sexta) - não posso estudar / 14.julho.07 (sábado) - 4h / 15.julho.07 (domingo) - so posso estudar 2h / 16.julho (segunda) - véspera da prova. Revisão Final / 17.julho.07 (terça) - PROVA.
Assim, tenho 8 dias realmente para estudar e 26 horas de estudo, apromiximadamente.

Com esses dados na mão, vou buscar o conteúdo programático da prova no edital. Suponhamos, que seja uma prova de Matemática e o conteúdo seja Matrizes e Determinantes. Escolha um livro didático de ensino médio para conduzir o estudo. No caso, usei como referência o livro "Matemática - série sinopse, de Lemos, Higuchi e Fridman". Esses conteúdo encontram-se no capítulo 6 e são compostos de 16 subitens. Divida o conteúdo em função dos dias que você selecionou. No exemplo que estamos desenvolvendo ficaria assim:

Montagem do plano. Conteúdo em função do tempo.

- 7. julho. 07 (sábado). 4h. Matrizes I: Definição / Representação / Matriz Quadrada / Igualdade de matrizes;

- 8.julho.07 (domingo). 4h. Matrizes II: Adição de matrizes / Diferença de matrizes;

- 9.julho.07 (segunda). 3h. Matrizes III: Produto de um número por uma matriz / Produto de matrizes;

-10.julho.07 (terça). 3h. Determinantes I: Introdução / Cálculo do determinante de uma matriz de 1a. ordem / Cálculo do determinante de uma matriz de 2a. ordem / Cálculo do determinante de uma matriz de 3a. ordem;

11.julho.07 (quarta). 3h. Determinantes II: Cálculo do determinante de qualquer matriz de ordem n maior que 1 / Teorema de Laplace;

12.julho.07 (quinta). 3h. Determinantes III: Propriedades dos determinantes I;

14.julho.07 (sábado). 3h. Determinates IV: Propriedades dos determinantes II / Regra de Chió;

15.julho.07 (domingo). 2h. Determinantes V: Matriz de Vandermonde.

16.julho.07 (segunda). 4h. REVISÃO FINAL de Matrizes e Determinantes.

17.julho.07 (terça). PROVA.

A metodologia de estudo também precisa ser pensada com clareza e estratégia. Não basta perdemos horas e horas "passando o olho" nos livros ou resolvendo exercícios de maneira "mecânica", toda hora bocejando e pensando em assuntos pessoais ou não sem relação nenhuma com os conteúdos. É preciso concentração e métodos eficazes para o estudo eficiente e a aprendizagem significativa. Nesse contexto, sugiro que adquiram folhas de fichário ou um caderno específico para o plano de estudo. Nele ou nas folhas, você irá fichar os principais conceitos, conteúdos e fórmulas com exemplo de aplicações das mesmas em problemas propostos pelo autor do livro utilizado e em provas anteriores do concurso que faremos. Também é importante a resolução de exercícios por conta própria, principalmente as provas anteriores do concursos, com o objetivo que ficar "treinado" para o estilo de cobrança da banca e para os conteúdos mais cobrados. Então a fórmula fichamento + resolução de exercícios pode ser eficaz.

Este é só um modelo. É preciso disciplina de estudo para cumprí-lo e toda vez que for iniciar os estudos pense que aquelas horas serão as sementes que darão bons frutos no fim do ano, com a conquista de uma vaga na universidade que poderá garantir sua estabilidade financeira com satisfação profissional. Só depende de você!
Agora, é so montar seu plano e estudar com vontade e prazer, sabendo que não é perda de tempo e sim invetimento em você, algo que jamais poderão lhe tirar: seu conhecimento e as coisas úteis e significativas que aprendeu e o dará base para o futuro profissional.

Bons Estudos.

Consumo, logo existo - Por Frei Betto

Ao visitar em agosto a admirável obra social de Carlinhos Brown, no Candeal, em Salvador, ouvi-o contar que na infância, vivida ali na pobreza, ele não conheceu a fome. Havia sempre um pouco de farinha, feijão, frutas e hortaliças. "Quem trouxe a fome foi a geladeira", disse. O eletrodoméstico impôs à família a necessidade do supérfluo: refrigerantes, sorvetes etc.


A economia de mercado, centrada no lucro e não nos direitos da população, nos submete ao consumo de símbolos. O valor simbólico da mercadoria figura acima de sua utilidade. Assim, a fome a que se refere Carlinhos Brown é inelutavelmente insaciável.


É próprio do humano - e nisso também nos diferenciamos dos animais - manipular o alimento que ingere. A refeição exige preparo, criatividade, e a cozinha é laboratório culinário, como a mesa é missa, no sentido litúrgico.


A ingestão de alimentos por um gato ou cachorro é um atavismo desprovido de arte. Entre humanos, comer exige um mínimo de cerimônia: sentar à mesa coberta pela toalha, usar talheres, apresentar os pratos com esmero e, sobretudo, desfrutar da companhia de outros comensais. Trata-se de um ritual que possui rubricas indeléveis. Parece-me desumano comer de pé ou sozinho, retirando o alimento diretamente da panela.


Marx já havia se dado conta do peso da geladeira. Nos "Manuscritos econômicos e filosóficos" (1844), ele constata que "o valor que cada um possui aos olhos do outro é o valor de seus respectivos bens. Portanto, em si o homem não tem valor para nós." O capitalismo de tal modo desumaniza que já não somos apenas consumidores, somos também consumidos. As mercadorias que me revestem e os bens simbólicos que me cercam é que determinam meu valor social. Desprovido ou despojado deles, perco o valor, condenado ao mundo ignaro da pobreza e à cultura da exclusão.


Para o povo maori da Nova Zelândia cada coisa, e não apenas as pessoas, tem alma. Em comunidades tradicionais de África também se encontra essa interação matéria-espírito. Ora, se dizem a nós que um aborígine cultua uma árvore ou pedra, um totem ou ave, com certeza faremos um olhar de desdém. Mas quantos de nós não cultuam o próprio carro, um determinado vinho guardado na adega, uma jóia?


Assim como um objeto se associa a seu dono nas comunidades tribais, na sociedade de consumo o mesmo ocorre sob a sofisticada égide da grife. Não se compra um vestido, compra-se um Gaultier; não se adquire um carro, e sim uma Ferrari; não se bebe um vinho, mas um Château Margaux. A roupa pode ser a mais horrorosa possível, porém se traz a assinatura de um famoso estilista a gata borralheira transforma-se em cinderela...


Somos consumidos pelas mercadorias na medida em que essa cultura neoliberal nos faz acreditar que delas emana uma energia que nos cobre como uma bendita unção, a de que pertencemos ao mundo dos eleitos, dos ricos, do poder. Pois a avassaladora indústria do consumismo imprime aos objetos uma aura, um espírito, que nos transfigura quando neles tocamos. E se somos privados desse privilégio, o sentimento de exclusão causa frustração, depressão, infelicidade.


Não importa que a pessoa seja imbecil. Revestida de objetos cobiçados, é alçada ao altar dos incensados pela inveja alheia. Ela se torna também objeto, confundida com seus apetrechos e tudo mais que carrega nela mas não é ela: bens, cifrões, cargos etc.


Comércio deriva de "com mercê", com troca. Hoje as relações de consumo são desprovidas de troca, impessoais, não mais mediatizadas pelas pessoas. Outrora, a quitanda, o boteco, a mercearia, criavam vínculos entre o vendedor e o comprador, e também constituíam o espaço das relações de vizinhança, como ainda ocorre na feira.


Agora o supermercado suprime a presença humana. Lá está a gôndola abarrotada de produtos sedutoramente embalados. Ali, a frustração da falta de convívio é compensada pelo consumo supérfluo. "Nada poderia ser maior que a sedução" - diz Jean Baudrillard - "nem mesmo a ordem que a destrói." E a sedução ganha seu supremo canal na compra pela internet. Sem sair da cadeira o consumidor faz chegar à sua casa todos os produtos que deseja.


Vou com freqüência a livrarias de shoppings. Ao passar diante das lojas e contemplar os veneráveis objetos de consumo, vendedores se acercam indagando se necessito algo. "Não, obrigado. Estou apenas fazendo um passeio socrático", respondo. Olham-me intrigados. Então explico: Sócrates era um filósofo grego que viveu séculos antes de Cristo. Também gostava de passear pelas ruas comerciais de Atenas. E, assediado por vendedores como vocês, respondia: "Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz."

quinta-feira, 5 de julho de 2007

Nosso programa de estudos para o EQ/UERJ - 2008.

Edital e conteúdos básicos

  • Noções básicas;
  • Linhas temáticas;
  • Enfoque teórico-metodológico;
  • Eixo I: Os conceitos de espaço e de tempo;
  • Eixo II: Principais conceitos da área e suas aplicações;
  • Eixo III: Globalização e fragmentação: nova ordem política e econômica;
  • Eixo IV: Produção, tecnologia e trabalho na sociedade contemporânea;
  • Eixo V: Movimentos sociais e conflitos no mundo atual;
  • Eixo VI: Sociedade e natureza no mundo industrial moderno;
  • Eixo VII: Dinâmica da população brasileira: espaço, identidade nacional e produção cultural;
  • Eixo VIII: Construção da sociedade brasileira: história, sociedade e espaço do século XIX aos dias atuais;
  • Eixo IX: Origens da questão da terra no Brasil;
  • Eixo X: Cidadania, política e sociedade de consumo no Brasil do século XX.

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Noções iniciais para quem deseja conquistar uma vaga no vestibular

Vestibular. Essa palavra incomoda e assusta muita gente que deseja conquistar uma vaga em alguma universidade pública. É um momento de escolha de uma carreira através de um curso do Ensino Superior e também para garantir a tão desejada estabilidade financeira com satisfação profissional. Para conquistar essa tão sonhada vaga é preciso força de vontade e uma eficiente preparação. Assim, se faz necessário uma nova postura frente aos estudos de modo que o candidato possa atingir o seu objetivo, ou seja, ser classificado. Um plano de estudos montado com base nos conteúdos do edital em função das possibilidades de cada candidato. E o mais importante: disciplina para cumpri-lo e vontade de conquistar a vaga são fundamentais para o seu sucesso. Não adianta nada se “matar de estudar” se está fazendo de maneira errada. Não adianta passar horas e mais horas debruçado sobre livros, apostilas e exercícios sem uma objetividade e sem a concentração necessários para boa absorção dos conteúdos.
A maioria dos candidatos fica desesperada e/ou desestimulada com a quantidade de matéria cobrada dos exames. Quem não deixar essa postura de lado e assumir uma outra mais realista, positiva e racional, certamente vai “levar bomba” nos dias das provas. Calma, força de vontade, alegria e prazer de poder se preparar para algo que garantirá a estabilidade financeira com satisfação profissional, são indispensáveis para aqueles que almejam uma das vagas. Disciplina e uma metodologia adequada de estudo também são imprescindíveis. Não existe matéria chata. Só é chato aquilo que não conseguimos entender direito. Por isso, procure compreender bem todas as disciplinas e não começar a estudar já “de saco cheio”. Mude de livro ou apostila se não conseguir aprender com a que estuda. Peça que o professor indique um bom livro. Vá até a biblioteca municipal para estudar no livro se não o tiver em casa. A internet também pode ser muito útil: utilize o Google para buscar sites que possam te ajudar a compreender as matérias. No caso da História, o site Wikipédia também pode ser utilizado.
Nossa meta neste primeiro semestre é prepará-los para o Exame de Qualificação da UERJ. Assim, vamos desenvolver nas próximas postagens algumas dicas, questões e os conteúdos básicos do edital deste exame. Em primeiro lugar, se faz necessário um breve resumo do edital, com seus objetivos, abordagens, metodologia da banca e conteúdos básicos. Num segundo momento, iremos explorar alguns temas, questões e fontes que possam ser cobrados ou que estão presentes nos exames anteriores.
No dia da prova não se esqueça de alguns detalhes:
1. No dia anterior, tenha uma boa noite de sono. Não é aconselhável sair ou dormir tarde. Não beba álcool no dia anterior porque pode prejudicar o seu raciocínio, principalmente se você estiver de ressaca;
2. Separe tudo o que utilizar no dia anterior e deixe pronto para o dia seguinte. Roupas leves, um casaco se fizer frio. Canetas (principal e de reserva), lápis ou lapiseira, borracha. Documento de identidade original com foto (carteira de identidade ou de motorista);
3. Não coma muito no dia anterior e nem antes da prova. Faça uma refeição leve, mas que não faça você sentir fome na hora da prova porque isso pode tirar sua concentração. Não se encha de doces antes da prova para conter a ansiedade. Este pode deixar seu raciocínio mais lento e prejudicar na hora de resolver as questões. Você pode levar umas barras de cereal, um biscoito leve e água ou mate. Beba água, mas não exagere para não ter que ficar perdendo tempo e concentração para ir ao banheiro toda hora. Não leve comidas muito pesadas ou em quantidade grande porque você não está indo fazer piquenique e sim um concurso público;
4. Na hora da prova controle a ansiedade, o nervosismo e o tempo. Comece pela parte que domina mais e busque responder às questões com máxima atenção nas fontes e no enunciado. Com relação às alternativas, procure identificar aquelas que não se encaixam na resposta e depois identifique a mais satisfatória. Lembre-se que pode haver mais de uma resposta correta e é por isso que você tem que atender àquilo que o enunciado pede. Reserve pelo menos uns 20 minutos para preenchimento do cartão resposta;
5. Acompanhe todas as fases. Depois da divulgação do gabarito pode ter recursos anulando questões. Depois da divulgação da classificação, mesmo que não tenha ficado no número das vagas oferecidas, acompanhe as reclassificações se ficou perto do último classificado. Muitos candidatos perdem a vaga porque não acompanham a reclassificação.
Agora é só acreditar em você, desejar com vigor a vaga e se preparar para a sua conquista! Pensamento positivo, firmeza, persistência, disciplina e vontade de vencer!
Boa sorte nos exames!